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Discurso sobre o colonialismo

Criador do termo “negritude”, Aimé Cesare traz em Discurso sobre o colonialismo não só uma análise sobre a relação de exploração político-jurídica, mas também da opressão racial que a Europa branca burguesa exerce sobre suas colônias e as várias formas de dominação indireta advindas do racismo. O livro é também uma denúncia sobre como cientistas, políticos e lideranças cristãs justificaram a dominação colonial através do racismo e da ideia de raças superiores, bem como a maneira como o nazismo chocou o mundo por reproduzir na Europa contra homens brancos o que já era perpetrado contra pessoas não europeias e não brancas por séculos.

As veias abertas da América Latina

Publicado originalmente em 1971 o livro trata numa linguagem didática e simples todo o histórico de exploração do continente sul-americano por parte das potências europeias e posteriormente os EEUU. Por se tratar de um livro extremamente crítico ao imperialismo estadunidense, logo foi censurado em quase todos os países da América do Sul, motivo principal de ter se tornado um clássico para a esquerda latinoamericana.

Nuestra America

Resgatado pela geração de Fidel Castro á época da Revolução cubana, José Martí foi um revolucionário e defensor do ideal da Pátria Grande. Em Nuestra América, o autor nos traz a concepção de uma America Latina unida cultural e identitariamente como contraponto a uma outra América; a América imperialista estadunidense.

Os condenados da terra

Em Os condenados da Terra, o martinicano Frantz Fanon dirige atenção especial as lutas anticoloniais em Africa e propõe que a superação da situação colonial só seria possível de fato com o empreendimento da força por parte dos colonizados de modo a abalar a ordem social. Fanon que teve participação ativa na Frente pela Libertação da Argélia morreu prematuramente aos 36 anos em 1961 e é considerado um dos mais célebres e importantes autores pós coloniais.

Escucha, Winka!

Escucha Winka, do historiador Pablo Marimán escrito em formato ensaístico conjuntamente com outros três autores mapuche representa uma guinada radical na historiografia indígena em contraponto a “historiografia oficial” dos autores chilenos. Nesta obra os autores trazem á tona uma série de perspectivas invisibilizadas pela historiografia oficial e destacam a resistência do povo mapuche que por quase três séculos obteve a autonomia do seu território, sendo a única nação indígena a controlar uma região tão vasta.

A formação das nações latino-americanas

Nesta obra que por sinal foi escrita durante um período de intensa discussão sobre os efeitos do colonialismo e suas consequências ainda presentes nos países latino-americanos (1986), Maria Lígia Prado traça de maneira muito didática uma narrativa sobre as eclosões de movimentos independentistas dos países de latinoamerica e todas as suas implicações. Escravidão, revoluções, movimentos liberais e o surgimento do imperialismo estadunidense, a obra traz não só acontecimentos históricos, mas levanta também inúmeras questões ainda pertinentes 34 anos após a sua publicação.

Sociología de la imagen

Nesta obra que por sinal foi escrita durante um período de intensa discussão sobre os efeitos do colonialismo e suas consequências ainda presentes nos países latino-americanos (1986), Maria Lígia Prado traça de maneira muito didática uma narrativa sobre as eclosões de movimentos independentistas dos países de latinoamerica e todas as suas implicações. Escravidão, revoluções, movimentos liberais e o surgimento do imperialismo estadunidense, a obra traz não só acontecimentos históricos, mas levanta também inúmeras questões ainda pertinentes 34 anos após a sua publicação.

O encobrimento do outro

Em 1492: O encobrimento do outro, Enrique Dussel aborda de maneira bem incisiva as origens do “mito da modernidade” e de que forma esta concepção serviu de validação para o encobrimento desse “outro” que é o não europeu, o não civilizado, o “bárbaro” e portanto desprovido de identidade, submetendo estes ao julgo do conquistador que é racional e civilizado. Dussel ao lado de outros autores como Quijano, Mignolo e Grosfoguel compõe o grupo Modernidade/Colonialidade uma iniciativa de autores latino-americanos que representa uma guinada radical na discussão sobre os efeitos do colonialismo e na crítica a modernidade e ao eurocentrismo.

Karaíba- uma história do pré Brasil

A história do Brasil que ainda não era Brasil, os costumes, cosmovisão e tradições de diversos povos que habitavam esta terra antes da chegada dos europeus, eis a proposta do historiador e educador indígena Daniel Munduruku em Karaíba – uma história do pré Brasil Em formato de romance o livro narra a história de uma terra com seus próprios conflitos, personagens e saberes ancestrais, é sobretudo um livro de História sem precisar sê-lo. Daniel Munduruku é ganhador do prêmio Jabuti e tem publicado mais de 46 livros dedicados ao público infanto-juvenil.

Por um socialismo indo-americano

Pensar o marxismo á partir da realidade de uma região marcada por séculos de exploração das populações indígenas, essa foi a proposta do peruano José Carlos Mariátegui nesta obra póstuma. Mariátegui teve uma breve vida, morreu aos 36 anos em 1930, mas não sem antes deixar uma vasta obra entre artigos e ensaios sobre a realidade da classe operária peruana formada sobretudo por trabalhadores de origem indígena, citando por exemplo o coletivismo inca como exemplo em contraponto ao capitalismo moderno no Peru. Seu estilo apaixonadamente revolucionário foi um dos principais motivos das criticas por parte dos marxistas ortodoxos que o consideravam um populista.